sábado, 28 de abril de 2012

Onde estão as respostas?


A reunião do dia 17 de abril, deixou a desejar  pela falta da presença dos órgãos ligados diretamente a implatação da obra como: SECOPA, SMOV e SPM - apenas a SMAM e os vereadores da CUTHAB  compareceram.  Eles se responsabilizaram de levar ao Prefeito José Fortunati o desconforto e as insatisfações da comunidade.

Neste encontro os moradores queriam, além de mostrar as inviabilidades do projeto, esclarecer dúvidas técnicas sobre a obra. A falta de transparência da PMPA em responder a comunidade que a elegeu, só aumenta os questionamentos sobre os reais interesses que a mesma tem na execução da Trincheira da Rua Anita Garibaldi.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Vereadores da CUTHAB solidarizam-se com o movimento

Hoje tivemos um ótimo encontro na Câmara de Vereadores, com os vereadores responsáveis pela CUTHAB - Comissão de Habitação. Encontramos aliados para o nosso movimento. 
No próximo dia 17/04 eles visitarão o local da obra para verificarem em loco os aspectos prejudiciais e a inexistência de objetivo de melhoria do projeto da Trincheira. Você que é morador da Anita está convidado para este encontro com os vereadores e órgãos responsáveis. Será na próxima terça-feira, 11h na Anita Garibaldi, 1247 .Veja mais detalhes do encontro DE HOJE (10/04) na matéria abaixo. 


Moradores do entorno da Radial Anita questionam benefícios das obras

Por solicitação do Movimento de Comerciantes da rua Anita Garibaldi, a Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) ouviu, hoje (10/4), moradores e comerciantes sobre o traçado da Radial Anita, projeto que prevê passagem subterrânea no encontro da rua Anita Garibaldi com a avenida Carlos Gomes. Também foram ouvidos representantes dos órgãos municipais envolvidos. Os moradores mostraram-se contrários à obra, que segundo eles não revolverá o problema do trânsito, apenas transferindo a área de congestionamento, principalmente porque os veículos que atualmente dobram à esquerda para entrar na avenida Carlos Gomes terão que fazer um longo percurso para o retorno. No final da reunião, o presidente da Cuthab, vereador Paulinho Rubem Berta (PPS), aceitou a sugestão do vereador Adeli Sell (PT) de ir até o local para onde estão previstas as obras e as desapropriações. A visita será na próxima terça-feira (17/4), às 11h.  Posteriormente, será marcada uma audiência com o prefeito José Fortunati.
FunilO arquiteto urbanista Osório Queiroz Júnior, representante da Amobela, disse que os moradores não estão convencidos da necessidade da obra e que não vê na proposta consistência técnica. Observou que a passagem subterrânea só irá deslocar o congestionamento para duas quadras adiante, transformando-se em um funil viário. Salientou, ainda, que mais importante para a cidade é a construção do viaduto da Avenida Plínio Brasil Milano. Roberto Conti salientou os prejuízos que os comerciantes terão com a transferência dos seus pontos. Nicolas Copsachilis disse que o projeto é de muitas décadas atrás e que é necessário uma adaptação. Os moradores também lembraram que há, na região, uma grande quantidade de árvores, algumas centenárias, que serão sacrificadas ou ficarão comprometidas pelo trânsito que deverá se intensificar na região.

ExecutivoGustavo Fontana, Assessor Parlamentar da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), disse que apenas hoje o órgão recebeu o relatório ambiental realizado pela consultoria responsável pelos estudos de impacto ambiental das obras da Copa, não sendo possível aprofundar a análise técnica. Leonardo Ribeiro César, representante da Secretaria Municipal do Planejamento, disse que estava na reunião para ouvir e transmitir ao secretário Ricardo Gothe, recém empossado na SPM, as preocupações e reivindicações dos moradores e comerciantes. Cláudia Barcelos, da Procuradoria-Geral do Município informou que 19 desapropriações, a maioria delas parcial, estão em andamento. Acrescentou que os proprietários estão recebendo um atendimento individual.
VereadoresO vereador Elias Vidal (PPS) disse que é contrário ao túnel e justificou que, “com o ritmo de crescimento da frota de carros, nenhuma obra resolverá os problemas de trânsito”. O vereador Alceu Brasinha (PTB) salientou as dificuldades que os comerciantes têm de fixar um ponto e defendeu a construção imediata do viaduto da Plínio Brasil Milano com a Carlos Gomes. O vereador Adeli (PT) criticou a ausência da Smov e da EPTC no encontro.
O vereador Tarciso Flecha Negra (PSD), também presente à reunião, afirmou que as obras não podem ficar restritas aos interesses da Copa do Mundo e que as pessoas e o meio ambiente devem ser considerados sempre.
Vítor Bley de Moraes (reg. prof. 5495)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Oi pessoal! Precisamos da força de todos!!!!!
     Estamos lutando pela compreensão dos políticos para repensarem
 a obra da  ANITA GARIBALDI COM A CARLOS GOMES . Ela trará inúmeros dissabores para a população que lá mora, para os pedestres e
motoristas.
    Amanhã no Piquenique na Praça Japão estaremos divulgando o nosso movimento, junte-se a nós em busca de um planejamento para a nossa cidade, afinal a cidade é de todos nós!

quarta-feira, 7 de março de 2012

INDIGNAÇÃO QUANTO A MATÉRIA EXIBIDA ONTEM NO RBS NOTÍCIAS

E-mail encaminhado para a RBSTV como indignação a matéria exibida ontem dia 06 de março de 2012 - no RBS Notícias - Assista a matéria

 A/C Editor Chefe - RBS Notícias e Repórter Ivani Schütz

Queria expressar a minha tristeza e indignação quanto a matéria publicada ontem no jornal das 19h15 da RBSTV, sobre a obra da Trincheira da Anita.  Foi uma matéria totalmente parcial, mostrando um assunto como encerrado ao invés de mostrar os dois lados da questão.
 Falando a favor da obra foi colocado o depoimento do Secretario de Gestão Urbano Schmitt, de um Engenheiro especialista em Geotecnia e de uma motorista em contrapartida um pequeno trecho do meu depoimento que nao engloba nem 50% dos aspectos negativos da obra para a comunidade. Mas isso não foi por falta de fontes, estávamos em três, como apareceram nas imagens, mas a edição foi muito mal feita e totalmente parcial dos fatos. Por que não entrevistar um engenheiro de trânsito que possa falar dos reais impactos da obra, ou um arquiteto urbanista que esteja preocupado com o planejamento da cidade?
Fico mais chateada ainda, pois quando recebi a repórter Ivani Schütz em meu estabelecimento comercial foi com intuito de ser ouvida como contraponto ao depoimento da prefeitura, mas me senti enganada e usada so para tapar furo, pois o enfoque dado pela jornalista não abre espaço para a discussão , mas coloca a obra como certa.
 
Sou formada em jornalismo e fico muito decepcionada em ver como as questões de ordem pública estão sendo tratadas pelo profissionais de imprensa da RBS, esperava mais da repórter e também dos responsáveis editoriais de um jornal de respeito como e o RBS noticias.
 
Espero que este não seja  mais um e-mail de reclamação, mas que sirva como fonte de reflexão para as próximas matérias de interesse da comunidade, pois se o slogan da Empresa é " a gente faz pra você", que este você seja a comunidade e não a prefeitura.

Marta La Porta de Araújo Santos
Empresária

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Comentário postado no Blog!!!

"Caro Ibirá Santos:
 
Assino em baixo do seu texto. Para todos que se dedicam alguns minutos para compreender todos os impactos gerados por este projeto percebem o quanto danoso ele será. Está muito claro que o projeto foi pensado a resolver uma única questão dentro de um contexto cheio delas.
 
A grande justificativa defendida até o momento é a de reduzir o número de sinaleiras que interrompem o trânsito da av. Carlos Gomes, no entanto esquecem que em todo o local de cruzamento hoje em dia, temos uma parada de ônibus e isto obrigatoriamente nos leva a gerar um sinal para que o pedestre acesse o local dos ônibus que encontram-se entre os fluxos desta avenida.
 
Outra questão importantíssima é que, devido aos incentivos de grandes aproveitamentos construtivos (possibilidade de prédios altos),o encaminhamento da av. Carlos Gomes é tornar-se cada vez mais um eixo econômico-comercial o que densificará o número de pedestres ao longo de todo o dia.
 
Desta forma, pensarmos em pedestres circulando é pensarmos em aumentar o potencial consumidor para o comercio da região e assim uma maior qualificação da "vida de bairro" da quais fazem parte todas as ruas do entorno da Carlos Gomes. Ruas habitadas são ruas seguras e preservadas.
 
A Carlos Gomes faz parte de um importante eixo de nossa capital, mas não podemos enxergá-la como uma via expressa, o que deixa entender ser a intenção dos defensores desta obra.
Temos um exemplo de sucesso muito vivo e semelhante que foi o processo de tombamento da hoje considerada "A rua mais bela do mundo", a Gonçalo de Carvalho. Foi uma luta para evitar a ampliação do estacionamento do Shopping Total o qual certamente afetaria o conjunto de árvores. Neste caso, inclusive, foi tombado também o calçamento de paralelepípedo para não danificar a permeabilidade do solo.
 
Outro que menciono é o entorno da rótula da Carlos Gomes com a Protásio....praticamente não encontramos pedestres por lá.
 
Para mim, tudo que se faz as escondidas ou as pressas é pq muitos deveres foram deixados de lado. Está na cara que é uma obra desesperada com fins políticos.
 
Para mim, A Política não tem capacidade de pensar A Cidade de forma isenta e qualificada.
Pensar em projeto é também economizar recursos públicos.
 
Sds,
Maurício Aurvalle, arq."
 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

TRICHEIRA NA ANITA GARIBALDI

Parecer sobre o projeto da passagem de nível (trincheira) na Rua Anita Garibaldi.
            Há muito tempo se têm ciência da importância da contribuição popular no desenvolvimento do planejamento das cidades, não só pela questão democrática em si, como também pela análise quem será ou já é o usuário destes espaços. Ao mesmo tempo, se sabe a importância da questão técnica no desenvolvimento de projetos, razão pela qual este “casamento” é bem vindo e necessário.
Um projeto urbano muito antigo, para ser implantado, deve ser repensado pelos técnicos uma vez que a cidade é mutante e varia com o passar dos anos. Não só isto, também deve ser validado pelas comunidades para ser executado. Não se pode simplesmente adotar um projeto, de grande impacto, se a cidade para o qual foi pensado já mudou. Neste caso consideram-se que já passou o seu prazo de validade, afinal projetos urbanos em geral são pensados para horizontes de 10, 20 ou até 30 anos. O projeto apresentado é do tempo da IIIª perimetral, ou seja, projetado e aprovado no Plano Diretor de 1979, na década de 70, há cerca de 33 anos, já fora do prazo de validade (na verdade de validade das análises urbanas), devendo ser reapresentado para discussão democrática, e obter pareceres dos moradores e de seus representantes técnicos e políticos de instâncias legais.
Para o cruzamento entre a Avenida Carlos Gomes e a Rua Anita Garibaldi, nos tempos da IIIª perimetral, foi proposta uma passagem denomina de Trincheira semelhante a um túnel ou viaduto. Esta proposta faz rebaixamento na Rua Anita resultando níveis diferentes no cruzamento. Para isto propõe o alargamento da Rua Anita em dez (10) metros. Hoje alargar a Rua Anita Garibaldi em dez metros é um absurdo. O impacto ambiental é demasiado para a região. Neste espaço existe micro clima instalado. Sessenta (60) árvores serão cortadas, será desmontado o clima na região.
Esta obra será geradora de alto impacto de vizinhança, aumentará o asfaltamento e a concretagem, resultando em aumento da inércia térmica, aumento do aquecimento e principalmente a trincheira gerará ruído sonoro de tipo hoje não existente na região. Será fator de poluição sonora excessiva.
Resumindo: Uma obra com alto impacto de vizinhança, geradora de poluição sonora, geradora de aquecimento regional, que proporciona agressão ao meio ambiente e desmonte do micro clima.
Esta obra necessita ser validada pela comunidade, somos uma cidade reconhecida por participação popular e gestão democrática. Não só isso, já é tempo de se pensar alternativas ao transporte individual de veículos. É preciso qualificar o transporte público, ou seremos condenados a uma cidade onde o carro vale mais do que os pedestres e os próprios moradores.
Arquiteto e Urbanista Ibirá Santos Lucas
Fórum de Planejamento Urbano e Ambiental da Região Um – RP1
Conselheiro no Planejamento Urbano e Ambiental – CMDUA/RP1