quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Comentário postado no Blog!!!

"Caro Ibirá Santos:
 
Assino em baixo do seu texto. Para todos que se dedicam alguns minutos para compreender todos os impactos gerados por este projeto percebem o quanto danoso ele será. Está muito claro que o projeto foi pensado a resolver uma única questão dentro de um contexto cheio delas.
 
A grande justificativa defendida até o momento é a de reduzir o número de sinaleiras que interrompem o trânsito da av. Carlos Gomes, no entanto esquecem que em todo o local de cruzamento hoje em dia, temos uma parada de ônibus e isto obrigatoriamente nos leva a gerar um sinal para que o pedestre acesse o local dos ônibus que encontram-se entre os fluxos desta avenida.
 
Outra questão importantíssima é que, devido aos incentivos de grandes aproveitamentos construtivos (possibilidade de prédios altos),o encaminhamento da av. Carlos Gomes é tornar-se cada vez mais um eixo econômico-comercial o que densificará o número de pedestres ao longo de todo o dia.
 
Desta forma, pensarmos em pedestres circulando é pensarmos em aumentar o potencial consumidor para o comercio da região e assim uma maior qualificação da "vida de bairro" da quais fazem parte todas as ruas do entorno da Carlos Gomes. Ruas habitadas são ruas seguras e preservadas.
 
A Carlos Gomes faz parte de um importante eixo de nossa capital, mas não podemos enxergá-la como uma via expressa, o que deixa entender ser a intenção dos defensores desta obra.
Temos um exemplo de sucesso muito vivo e semelhante que foi o processo de tombamento da hoje considerada "A rua mais bela do mundo", a Gonçalo de Carvalho. Foi uma luta para evitar a ampliação do estacionamento do Shopping Total o qual certamente afetaria o conjunto de árvores. Neste caso, inclusive, foi tombado também o calçamento de paralelepípedo para não danificar a permeabilidade do solo.
 
Outro que menciono é o entorno da rótula da Carlos Gomes com a Protásio....praticamente não encontramos pedestres por lá.
 
Para mim, tudo que se faz as escondidas ou as pressas é pq muitos deveres foram deixados de lado. Está na cara que é uma obra desesperada com fins políticos.
 
Para mim, A Política não tem capacidade de pensar A Cidade de forma isenta e qualificada.
Pensar em projeto é também economizar recursos públicos.
 
Sds,
Maurício Aurvalle, arq."
 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

TRICHEIRA NA ANITA GARIBALDI

Parecer sobre o projeto da passagem de nível (trincheira) na Rua Anita Garibaldi.
            Há muito tempo se têm ciência da importância da contribuição popular no desenvolvimento do planejamento das cidades, não só pela questão democrática em si, como também pela análise quem será ou já é o usuário destes espaços. Ao mesmo tempo, se sabe a importância da questão técnica no desenvolvimento de projetos, razão pela qual este “casamento” é bem vindo e necessário.
Um projeto urbano muito antigo, para ser implantado, deve ser repensado pelos técnicos uma vez que a cidade é mutante e varia com o passar dos anos. Não só isto, também deve ser validado pelas comunidades para ser executado. Não se pode simplesmente adotar um projeto, de grande impacto, se a cidade para o qual foi pensado já mudou. Neste caso consideram-se que já passou o seu prazo de validade, afinal projetos urbanos em geral são pensados para horizontes de 10, 20 ou até 30 anos. O projeto apresentado é do tempo da IIIª perimetral, ou seja, projetado e aprovado no Plano Diretor de 1979, na década de 70, há cerca de 33 anos, já fora do prazo de validade (na verdade de validade das análises urbanas), devendo ser reapresentado para discussão democrática, e obter pareceres dos moradores e de seus representantes técnicos e políticos de instâncias legais.
Para o cruzamento entre a Avenida Carlos Gomes e a Rua Anita Garibaldi, nos tempos da IIIª perimetral, foi proposta uma passagem denomina de Trincheira semelhante a um túnel ou viaduto. Esta proposta faz rebaixamento na Rua Anita resultando níveis diferentes no cruzamento. Para isto propõe o alargamento da Rua Anita em dez (10) metros. Hoje alargar a Rua Anita Garibaldi em dez metros é um absurdo. O impacto ambiental é demasiado para a região. Neste espaço existe micro clima instalado. Sessenta (60) árvores serão cortadas, será desmontado o clima na região.
Esta obra será geradora de alto impacto de vizinhança, aumentará o asfaltamento e a concretagem, resultando em aumento da inércia térmica, aumento do aquecimento e principalmente a trincheira gerará ruído sonoro de tipo hoje não existente na região. Será fator de poluição sonora excessiva.
Resumindo: Uma obra com alto impacto de vizinhança, geradora de poluição sonora, geradora de aquecimento regional, que proporciona agressão ao meio ambiente e desmonte do micro clima.
Esta obra necessita ser validada pela comunidade, somos uma cidade reconhecida por participação popular e gestão democrática. Não só isso, já é tempo de se pensar alternativas ao transporte individual de veículos. É preciso qualificar o transporte público, ou seremos condenados a uma cidade onde o carro vale mais do que os pedestres e os próprios moradores.
Arquiteto e Urbanista Ibirá Santos Lucas
Fórum de Planejamento Urbano e Ambiental da Região Um – RP1
Conselheiro no Planejamento Urbano e Ambiental – CMDUA/RP1

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Nosso movimento está na rua

Na semana passada, iniciamos uma série de ações para alertar a comunidade
sobre o projeto da Trincheira da Anita, muita gente não sabe do que se trata, pois pouco se fala sobre ele e também pois ninguém foi consultado sobre sua serventia e viabilidade .
Na quarta-feira, foram colocadas tarjas pretas em cerca de 60 árvores, entre elas figueiras, plátanos entre outras que serão derrubadas se este projeto sem sentido for iniciado.
Na quinta-feira, cartazes com mensagens alertando sobre o projeto e sobre o que pode acontecer com o verde e a sombra que temos na Anita foram presos nas tarjas. Os pedrestes que passaram em sua grande maioria simpatizaram com a nossa ação e se mostaram interessados em saber detalhes sobre o nosso movimento.

Na sexta-feira, iniciamos a ação com faixas nas sinaleiras, e da mesma forma obtivemos uma repercussão positiva de vários pedestres e motoristas. Muito não tinham conhecimento do que é o projeto da Trincheira.

Essa semana essas ações serão intensificadas !!! Se você discorda deste projeto junte-se ao movimento, faça um comentário no blog e mande o nosso endereço para seus amigos e conhecidos!!! Veja aqui algumas fotos da nossa mobilização.





sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A verdade sobre o projeto da Trincheira da Anita – Parte 1


A retirada de aproximadamente 60 árvores, redução da largura das calçadas, muito concreto, diminuição da área verde e aumento da poluição sonora não são compatíveis a sustentabilidade ambiental que tanto divulgam!

Observando o local, obra da Trincheira da Anita Garibaldi, podemos notar que a maioria dos carros que trafega pela via realiza conversão à esquerda para o sentido norte (aeroporto) ou cruzam a Carlos Gomes prosseguindo em frente pela Anita, poucos  seguem a direita pela Carlos Gomes.

 Com a obra, não será possível realizar conversão a esquerda na Carlos Gomes e os carros no sentido aeroporto serão somados aos que seguem em frente pela Anita. Logo, as retenções irão permanecer ou até aumentar, pois todo esse fluxo irá se direcionar para a rua Engenheiro Alfredo Correa Daudt, rua residencial e estreita de mão dupla separada por um canteiro, que hoje já tem um intenso movimento de veículos que com o projeto será intensificado. Já a Alameda Raimundo Correa se tornará mão única levando o trânsito da Nilo Peçanha para a Anita Garibaldi. Aumentando ainda mais o fluxo para a rua Correa Daudt. 

 A divulgação de que não haverá sinaleiras, para transformar a Perimetral numa via rápida, anima todos que não conhecem o projeto, porém a região possui prédios residenciais, empresariais e lojas comerciais com grande circulação  de pedestres.  O bairro modificou-se com o passar dos anos o projeto da obra da Trincheira não. As sinaleiras e as faixas de pedestres têm que existir. Os carros são mais importantes que as pessoas?

Queremos a evolução de nosso bairro e de nossa cidade, todos serão afetados . Por todos estes aspectos o projeto deve ser revisto já que até agora nenhum laudo técnico de impacto ambiental e de estudo urbano foi mostrado, queremos CURTIR E CUIDAR da nossa Porto Alegre.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

MAIS UM PASSO - REQUERIMENTO PROTOCOLADO

Nesta sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 - a AMOBELA - Associação dos Moradores da Bela Vista e Mont Serrat, através de seu Presidente, Osorio Queiroz Jr., protocolou o Requerimento para o Prefeito Fortunati, questionando a discussão do projeto da obra da Trincheira da Anita e solicitando a discussão do mesmo pela comunidade.
 Junto a este material foi anexado o abaixo-assinado feito pelo Movimento Anita Mais Verde, você também pode assinar online através do link:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N18802 .
Hoje, dia 23 de janeiro, será feito o envio para outras secretarias e entidades

PROTOCOLO: 001.004913.12.4
DATA: 20 JAN 2012
INTERESSADO: Associação dos Moradores da Bela Vista e Mont Serrat - AMOBELA

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bem vindos

Este blog surge do movimento de vários moradores e habitantes da Rua Anita Garibaldi em Porto Alegre.

Na iminência de uma obra neste local e pela falta de comunicação do poder público com a comunidade, surge um movimento popular que quer  ao menos entender e opinar.

Neste grupo além de moradores que terão suas casas, terrenos e prédios desapropriados, estão profissionais de várias áreas como: advogados, comerciantes, arquitetos,  jornalistas, entre outros, que buscam construir um projeto de cidade que dê espaço para as pessoas, pedestres e árvores e não apenas aos automóveis e avenidas que não privilegiam as reais necessidades de quem utiliza e circula na região.

Estamos organizados na busca de diálogo e entendimento.

Em breve colocaremos o histórico de nossas ações e informações para que você possa entender nossas idéias e mobilização.